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UNIVERSIDADE DE OXFORD (Inglaterra)

Pesquisadores do Radcliffe Infirmary desenvolveram, em 1993, um projeto que observaria a saúde física e mental de centenas de pessoas, em um período de 10 anos. Seu principal objetivo era estabelecer uma ligação entre sintomas observados e evolução da doença. Passaram pelo centro de enfermagem 250 pacientes com problemas de memória e outras 100 pessoas idosas saudáveis voluntárias, para que se estabelecessem comparações. Os pesquisadores examinaram tomografias cerebrais, analisaram amostras de líquido espinhal cerebral, assim como o próprio tecido cerebral de pacientes falecidos e que apresentaram a doença de Alzheimer. Registraram em milímetros as mudanças de espessura do cérebro, onde a doença havia atacado primeiro. Descartadas outras possíveis causas de demência, observaram nos pacientes restantes que o ritmo de encolhimento era incrivelmente alto e estava associado a algum evento ocorrido anos antes, talvez 6 ou 7 anos, que dera início à rápida atrofia. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que essa deterioração é a chave para um diagnóstico confiável e continuam pesquisando as causas desse processo. Com a ajuda do Hospital Universitário de Bergen, Noruega, eles descobriram níveis altos de Homocistina (um aminoácido), em pacientes de Alzheimer. A Homocistina é encontrada no plasma sangüíneo e tem grande importância na preservação do DNA. Mas em níveis altos, está associada aos riscos de infartos e acidentes vasculares cerebrais. A hipótese dos pesquisadores é de que este aminoácido pode ser também associado ao desenvolvimento da Doença de Alzheimer, mas ainda não podem afirmar se o excesso dele seria a causa principal. Se confirmada a hipótese, a atenção das pesquisas deverá se concentrar no ácido fólico, responsável pelo equilíbrio dos níveis de Homocistina. A carência de ácido fólico no organismo pode ser superada facilmente através de suplementação vitamínica e pela própria alimentação, uma vez que está presente em algumas verduras e frutas.